Primeiro: a ordem das coisas

Parece quase injusto que em um mundo tão cheio de possibilidades e oportunidades, estejamos aprisionados nesse regime chamado tempo. Por outro lado, talvez essa limitação seja de fato uma bênção. Afinal, se o tempo também fosse infinito, a importância das coisas seria um tanto desbotada...


Porque precisamos escolher, precisamos escolher bem. A nossa moeda mais valiosa precisa ser aplicada nos melhores investimentos, não haverá outra oportunidade. Mas o que estamos fazendo com o nosso tempo?

É um discurso recorrente, preciso colocar minhas prioridades em ordem. A frase se repete como se a gente já não soubesse o que é prioridade e também o que deveria ser. Parece que estamos sempre para trás nessa corrida.

Prioridade não é aquilo que, no fundo do coração, eu acho importante, ou aquilo que eu penso que deveria ser mais valorizado. Um exame realista da rotina pode dizer melhor do que a gente mesmo quais são as prioridades.

Esperar o tempo sobrar para poder sair com a família, aprender um idioma, destralhar aquele quartinho da bagunça, correr no parque, sair com os amigos só demonstra que essas coisas não são prioridades nesse momento.

O tempo nunca sobra. O que sobra? Sobram coisas na nossa rotina. A gente arruma tempo para aquilo que é importante tirando o tempo daquilo que não é. 

Bloqueia a agenda no sábado à tarde para organizar a lavanderia. Separa uma hora todo dia para ler. Coloca um ponto final no dia de trabalho na hora certa para passar tempo com a família.

Aquilo que deveria ser prioridade não o será enquanto o tempo estiver sendo gasto com outras coisas. Prioridade é aquilo que vem primeiro.

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