Lidos em 2018

A Cíntia fez um post sobre os livros que ela já leu esse ano, e eu achei interessante mostrar os que eu li no primeiro trimestre também. Esse ano começou com muitas leituras, mas acabei desanimando bastante em março e só cheguei ao fim de um livro, bem curtinho. Entre essas leituras, tem o Desafio das Chocólatras, um clube de leitura de Belo Horizonte que eu frequento sempre que vou pra lá na semana do encontro (aconteceu uma vez) e as leituras do Clube do John, que é o clube em que eu realmente participo aqui em Foz do Iguaçu.

Ficção

Where Willows Grow (Kim Vogel Sawyer)

É uma ficção cristã, lembra muito os livros da Robin Jones Gunn, mas para um público mais maduro - uma mistura de Glenbrooke com Sisterchicks. A história começa em 1936 e é narrada pela perspectiva dos dois personagens principais - um casal esperando o terceiro filho, com uma fazenda que não produz e muitas contas a pagar. O pai de família acaba viajando para trabalhar em uma construção e esse casamento precisa resistir à distância, às dificuldades financeiras, às dúvidas e ao medo. Ler essa história foi como assistir a uma comédia romântica - a gente já sabe como acaba e fica feliz em encontrar todos os clichês pelo caminho, mas ainda se diverte. Se existe comfort book, esse é o meu.

Extraordinário (R. J. Palacio)

Esse foi o primeiro livro lido para o Desafio das Chocólatras, para a categoria "Infantojuvenil". É uma leitura rápida, bonitinha, fofinha... se você for adolescente ou tiver um coração de manteiga pode até chorar. O livro conta a história de um menino que, por um defeito genético, possui várias deformidades no rosto. Os pais superprotetores, o bullying e as dinâmicas das relações sociais da infância são bem exploradas. O livro também traz a perspectiva de diversos personagens, que narram a história em primeira pessoa. É uma gracinha.

Raio de Sol (Kim Holden)

Li para o mesmo desafio literário, na categoria "New Adult" - parece que existe um gênero literário pra cada três livros publicados. É a história de uma menina que acaba de se mudar para fazer faculdade em um lugar onde não conhece ninguém - e dá um jeito de melhorar a vida de todo mundo que ela conhece. A protagonista é chata, chata demais, a pessoa mais chata da história. Aquela tentativa de construir a personagem defeita até nos defeitos, ela é muito chata. As outras pessoas são legais, a história é - clichê, mas - legal e todo o mistério sobre o passado e o futuro dos personagens, que vai sendo revelado aos poucos - é interessante e bem pensado. É o que salva o livro.

A Lista (Cecelia Ahern)

O último que li para o desafio estava na categoria "Autor não brasileiro, americano ou inglês". Acho que irlandesa vale, né? Eu gosto muito da escrita da Cecelia, de como ela equilibra fantasia e realidade em suas histórias, e eu acho que foi exatamente disso que eu senti falta. Estava esperando aquele momento mágico chegar, mas esse livro é muito mais pé no chão do que os outros que já li. A história acompanha uma jornalista com uma lista de cem pessoas que pareciam não ter nada em comum, mas essa era a sua tarefa. Encontrar algo que rendesse uma matéria unindo essas cem pessoas. Aliás, essas pessoas são ótimas, fazem valer a leitura.

Não Ficção

44 Cartas do Mundo Líquido Moderno (Zygmunt Bauman)

São vários pequenos textos escritos para a coluna do sociólogo em uma revista italiana. O formato torna a leitura muito agradável - os temas são diversos e têm começo, meio e fim em poucas páginas. Fala sobre o tempo e a modernidade, mas, nesse contexto, trata dos relacionamentos, da privacidade, da internet, da moda, da educação... Não é apenas uma leitura, é uma conversa, e uma conversa interessante.

Darwin vai às Compras (Geoffrey Miller)

Psicologia e Marketing se misturam nesse livro que pretende explicar o padrão de consumo das pessoas... e é uma explicação muito boa! A partir de seis características gerais (inteligência, abertura, conscienciosidade, afabilidade estabilidade e extroversão) o autor, que é psicólogo evolucionista, mostra como e por quê consumimos o que consumimos. Não é apenas um livro importante para quem quer vender - um produto, um serviço ou a si mesmo... - mas também para repensar algumas escolhas pessoais. Você precisa mesmo disso ou está caindo no truque da publicidade?

Contracultura (David Platt)

O primeiro livro do Clube do John esse ano foi incrível. É mais um daqueles livros que tratam de temas que afligem toda a humanidade - pobreza, tráfico de pessoas, sexualidade, prostituição, crianças abandonadas, liberdade religiosa, entre outros... - sob a perspectiva cristã. O autor deixa bem claro que os cristãos não apenas precisam dar uma resposta a essas aflições, mas que essa resposta não é mais um tapinha no ombro, é um choque cultural porque o evangelho rompe com a cultura do pecado. É difícil parar de ler, e eu já estou com vontade de ler de novo.

Questões Fundamentais da Vida (A. Roger Merill e Rebecca R. Merill)

O título do livro não deixa muito para a imaginação. É mais uma obra sobre produtividade, sob uma ótica que eu acho ideal: produtividade é um estilo de vida, não é somente trabalho. É claro que o trabalho é uma das questões fundamentais da vida, mas o dinheiro, o tempo e a família também são. O livro fala muito bem sobre todos esses assuntos, com as experiências do casal bem vivido que enriquecem a leitura. Apesar de já ter lido muito sobre esse tema, não foi uma leitura cansativa. O  conceito de equilíbrio foi o melhor que já vi, e alguns conceitos apresentados já fazem parte da minha vida.

Em Busca da Espiritualidade (Carlos Queiroz)

O último livro que li no primeiro trimestre é bem curtinho e objetivo ao criticar a espiritualidade brasileira contemporânea, inclusive entre alguns cristãos, comparando-a com o relacionamento que Deus deseja ter com as pessoas, e a expressão de espiritualidade que ele deseja ver em nós. Dá pra ler em uma sentada.

Nesse comecinho de mês, eu já terminei mais um livro e estou terminando outro... mas esses eu conto no próximo trimestre. Como estão as leituras de vocês?

0 comentários: