O que eu não li no segundo trimestre

Eu publiquei um post falando sobre as minhas leituras do primeiro trimestre, que foram muitas. Comecei o ano com um ritmo de leitura muito bom e aproveitei o momento, até engravidar. O primeiro trimestre da gestação é tudo aquilo que as pessoas dizem: um cansaço infinito, e a impossibilidade absoluta de ler mais de uma página sem cair no sono imediatamente. Todas as minhas energias foram para o útero, e desde então não consegui finalizar nenhuma leitura. No segundo trimestre, estou conseguindo retomar o hábito diário, sem grandes pretensões. Não espero alcançar o ritmo do começo do ano, mas talvez conseguir ler um livro por mês, quem sabe?


Antologia poética (Vinicius de Moraes)

Esse foi o único livro de ficção que eu finalizei. Foi quase um mês nesse livro, por causa da sua própria característica literária. Quando era adolescente, eu achava poesia uma leitura muito rapidinha. De fato, costuma ser um texto mais curto, mas a densidade era algo que eu ainda não tinha muita noção. Para ler poesia a gente precisa de tempo, mais do que para decifrar as letras, mas absorver as palavras e captar os sentidos. Poesia é tão difícil de ler, quanto de escrever. Você concorda?

As cinco linguagens do amor (dos adolescentes) (Gary Chapman)

Gary Chapman é um autor cristão conhecido sobre os seus livros que falam sobre as cinco linguagens do amor. Inicialmente para casais, ele escreveu outros materiais aplicando os mesmos princípios a outros tipos de relacionamentos. Esse livro, especificamente, mostra como o amor é percebido pelos adolescentes, e como nós podemos demonstrar amor na linguagem deles. As cinco linguagens são as mesmas, mas a forma de expressar e entender é diferente. Da mesma maneira que a gente pode falar português, mas não entender o jeito que os adolescentes falam - esse gap de linguagem existe também na linguagem do afeto. Eu li esse livro porque estou trabalhando com adolescentes e pré-adolescentes na minha igreja. Gostei tanto que já emprestei para uma mãe de adolescente.

Introdução à cosmovisão cristã (Michael W. Goheen e Craig G. Bartholomew)

Esta foi a leitura do último encontro do Clube do Livro. É um livro de teologia, bem acadêmico, e em muitas partes difícil de ler. Fazia algum tempo que eu não lia algo tão "escolar", até a linguagem é diferente. No entanto, é uma leitura de que não me arrependo. Valeu o esforço e as horas investidas, não só pela compreensão ampliada do conceito de cosmovisão, mas também para entender melhor a cosmovisão cristã, com a qual me identifico, e poder responder com mais clareza às pessoas porque eu não me identifico com outros movimentos sociais, políticos, filosóficos... Espero escrever algo sobre isso ainda esse ano...

Será que o bebê vai deixar a mamãe ler mais ainda esse ano? 

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