O último escândalo da Previdência

As pessoas se assombram com muita facilidade porque não têm memória. Que bom que existe o Google. O último escândalo da Previdência não passa de notícia reciclada, que muita gente está engolindo e polemizando porque a imprensa resolveu falar de política como se fosse a seção de moda reciclando os anos 80 e querendo que a gente opine sobre a pochete e a cintura alta.


A "Reforma da Previdência" é uma bomba no governo. Se mexer, é ruim. Se não mexer, é ruim. Por isso que muita gente já falou que faria e não fez, ou fez "só um negocinho", chamou aquilo de reforma e deu-se por satisfeito.

Nos últimos anos (e governos) muitas propostas de reformas foram apresentadas - grandes e pequenas. Algumas chegaram a ser votadas e até aprovadas, mas a grande reforma sempre foi a Medusa, capaz de gerar discórdias até mesmo dentro dos partidos.

Em 2016, Lula dava entrevistas para elevar a moral de Dilma, que enfrentava grave oposição da própria esquerda ao sugerir uma reforma previdenciária de grande porte - a esquerda, em geral, ainda hoje é contra a grande reforma e afirma que o "deficit da previdência" não passa de uma teoria da conspiração.


Fato é que a reforma do Regime Geral de Previdência Social sempre foi pauta do governo Dilma, com grande ênfase em seu segundo mandato, mas nesse curto período o projeto não saiu da fase embrionária. 

As notícias da época não informam sobre uma possível reforma nos regimes de previdência dos servidores públicos e dos militares - talvez essa pretensão nunca tenha existido, ou simplesmente porque o projeto de Reforma da Previdência do PT - assim como o da Reforma Política, da Reforma Tributária, dentre outras sempre mencionadas e nunca executadas - nunca foi, de fato, apresentado.

O governo Temer aparece com muito mais vontade (coragem?) de executar medidas impopulares e tomar decisões drásticas, e já apresenta logo de início um projeto de Reforma da Previdência, que não contempla os militares. Já para os servidores públicos, a proposta é de inclusão no Regime Geral. Sobre os militares, o próprio presidento afirmou que enviaria uma proposta separada segundo as especificidades da carreira.

A decisão de exclusão dos militares da Reforma da Previdência já é conhecida e criticada pela imprensa desde 2016. Não é assombro nenhum que um militar da reserva que ascende à Presidência da República resolva manter a sua classe fora da grande reforma. Também não causa espanto que a mídia ressuscite o assunto como se fosse ideia do "ex-militar".

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A proposta de Reforma da Previdência que circula desde 2016 e que o Governo Federal quer aprovar com urgência nunca incluiu os militares, e isso agrada a Presidência da República. - essa é a legenda honesta, que não vende jornal, porque isso não é (não deveria ser) novidade pra ninguém.

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